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14 Comments

  1. Muito bom, vocês falam muito bem e sabem organizar a fala. A idéia de fazer um programa sobre Jostein Gaarder foi excelente, totalmente original. Parabéns.

    • Opa, obrigado pelos elogios, André. É muito bom receber o feedback dos ouvintes e saber que a estrutura (mesmo que bastante simples) está agradando. Abraço.

  2. Caraca um dos meus autores preferidos!! Parabens pela iniciativa!!

    Playing Now!!

    @Iracroft

    • Obrigado! Tomara que tenha gostado mesmo. Ele também está no meu Top 5 dos melhores escritores.

  3. Muito bom esse episódio do programa Rani e Otávia. Parabéns.

    O tema é sensacional, o “Jostinho” é genial mesmo e O Mundo de Sofia é um livro sem igual.

    Keep up the good work.

    • Valeu pela força Miguel. Abração.

  4. Mais um bom podcast onde a paixão conduz as opiniões e impressões dos apresentadores e nos presenteiam com mais uma pérola. Continuem assim.
    PS: Teremos um podcast sobre MR. Gaiman?

    • Quanto ao Gaiman não sei… é um bom pedido, mas vai depender de achar alguém para me acompanhar. Minha esposa não lê as obras dele… Mas quem sabe né? Talvez possa me focar em “Deuses Americanos”…

      Abraço e obrigado pelo comentário.

  5. Acabei de ler “Maya” e estou enfrentando um frenesi inacreditável. Quando descobri que o livro também se tratava de uma complementação para “O Dia do Curinga”, fiquei muito empolgado. Mas o pior ainda estava por vir, pois aquele “maldito” prólogo fez minha cabeça ruir em inúmeros questionamentos a respeito da obra. Eu simplesmente não sei se o “Jostinho” nos deixou um final lógico ou se programou uma gigante metáfora que ficou aberta para a livre interpretação do leitor. Não sei se alguém que leu o livro pode se recordar e me ajudar, mas gostaria de expor minha visão, que foi uma interpretação bem simples que criei para me satisfazer.

    Toda a carta de Frank para Vera foi modificada, sendo que na verdade corresponde à tal história que o escritor inglês Spooke fez, baseando-se em algumas peculiaridades que ele percebeu em Fiji, como a semelhança de Ana com “La maja desnuda” e os Manifestos, acabando por expor tudo isso de maneira fantástica na tal carta. Esse é o modo de explicar muitas coisas que ocorreram no encontro posterior entre Frank e Spooke, principalmente o fato de Ana não ter morrido.
    Gostaria da opinião de alguém que teve uma visão mais abrangente de tudo, pois eu posso muito bem ter deixado passar alguma informação vital para o entendimento da história.

    Valeu aew!

    • André, vou ter que deixar a Roberta responder isso para você pois apesar de ter lido “O dia do Curinga”, não li “Maya”. Vou falar com ela para entrar aqui para tentar responder essa questão que levantou. Forte Abraço.

    • Oi André! Desculpe a demora, mas fui reler o prólogo de Maya e refolhear o curinga para te dar uma opinião mais embasada. pois bem, começo por dizer que o Jostinho está para a literatura como Woody Allen está para o cinema: suas obras, no fundo, abordam sempre a mesma temática, mas a narração é tão irresistível e aborada aspectos cada vez mais interessantes e profundos do assunto que não nos importamos. Portanto,acredito que todas as suas obras são de alguma forma complementares. A presença do elemento carta (ou e-mail se tomarmos por exemplo o castelo dos Pirineus), o protagonista complexo e mais reflexivo do que gostaria, e no caso do nosso perturbado escritor da carta em Maya, que batia papo com um animalzinho imaginário imaginário quando tomava umas, temos um protagonista, sim, bem parecido com o pai bêbado do nosso menino de O dia do Curinga, a mesma personalidade. Este é um ponto onde o autor se auto-homenageia, não sei até que ponto isso foi proposital só perguntando a ele (quem sabe numa outra bienal…)pelo que reli, o prólogo tenta realmente costurar a história e completar espaços em branco deixados propositalmente pelo autor em nome do plot. A carta de Frank é uma coisa enquanto que realmente, o prólogo é narrado por outra pessoa, como se de fato tivessem lido a carta e presenciado alguns acontecimentos e agora este espectador tentasse recapitular os eventos. Concordo portanto com sua interpretação. Voltando ao assunto da complementação, o manifesto do Curinga é uma homenagem a todas as obras de Gaarder, o conhecimento se faz conforme juntamos as informações formando um baralho completo, sem contexto serve apenas para confundir enquanto que em Maya, Jostinho nos deixa um final inconclusivo, talvez o mais inconclusivo de suas obras, mas que pode ser respondido (em parte) pelo manifesto, mas se pegarmos “Através do espelho” onde o tema morte é central, também podemos entendoer um pouco melhor o que meu querido norueguês quis dizer, a dor da perda e o desejo assustador da imortalidade fazem de Frank um protagonista que não pode ser concluído, talvez Gaarder tenha tido um pouco de compaixão pelo maior desejo de seu personagem e não pode fechar sua história já que este não queria nunca ser fechado, precisava de muito tempo para o descobrir por si mesmo o que as cartas descobriram na ilha.A desgraça da semelhanaça de Ana com a Maya na minha opinião (talvez esteja viajando) é a de que qualquer coisa que tome sua identidade te faz perder-se de si mesmo e isso, para um filósofo é uma real tragédia. Por isso etendo a agonia da moça, nem foi esse aspecto que você colcoca, mas me deu vontade de falar, me empolgo quando falo de Gaarder. Parabéns pela humildade de achar sua interpretação simples, mas de coração só a sua tentativa já me faz te dar crédito,e achei sua opinião muito interessante, não acho a minha mais abrangente, mas tentei. Desculpe se não ajudei muito, “Só sei que nada sei” se aplica muito bem aqui. Não sei se você já assistiu a um filme chamado “A excêntrica família de Antônia” ele termina com a frase: “E assim como na vida, nada se conclui”. É uma bela maneira de pensar na complementação dos livros de Jostinho, que elas continuem por muito tempo para que possamos nos confundir, quebrar a cabeça, interpretá-las mal mas nunca deixar de filosofar!

      • Olá, muito obrigado pela resposta, estou contentíssimo!

        Eu procurei pela internet sobre o livro, mas não encontrei nada como a sua resposta, Roberta.

        Sim, foi tudo muito abrangente. Realmente faz sentido esse lance das obras se complementarem e das temáticas serem as mesmas. Exatamente como no manifesto de “Maya” e como nas frases feitas pelos anões em “O Dia do Curinga”, as obras abrangem um mesmo universo filosófico que te convidam a teorizar e pensar. Gostei muito do exemplo de como o tema morte é tratado em “Através do Espelho” e de como essas idéias se projetam no pensamento do protagonista Frank em “Maya”, que possui todas aquelas idéias monistas e teme a dor da perda.

        Outro ponto interessante foi a “viajada” na identidade de Ana. Isso aumenta as possibilidades de interpretação, já que tudo ganha uma identidade que ultrapassa a história em si, que gerou muita confusão na minha cabeça. Pensando desse ponto de vista, é possível chegar a mais explicações e teorias que, baseando-se em sua opinião, se complementam cada vez mais com os conceitos abordados em outros livros do grande Jostinho.
        E a respeito do filme “A excêntrica família de Antônia”, eu nunca assisti e agradeço pelo conselho. Em breve irei apreciá-lo!

        Muito obrigado novamente! Estou muito contente com o cuidado que você e seu marido tiveram com meus questionamentos.

        Parabéns mais uma vez pelo podcast e continuem sempre!

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