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3:31 pm
Cadete
16/06/2011
OfflineOlá a todos,
Esse é meu primeiro post no forum. Eu meio que "abandonei" D&D na 4E, no sentido de que parei de acompanhar os lançamentos, o próprio desenvolvimento do jogo (tenho uma noção muito vaga do sistema fora os 3 primeiros livros) e os rumores. E falando destes últimos, devido à Gen Con que vem aí, tem (novamente suponho) muita gente falando de uma iminente 5ª Edição. Pelo pouco que entendi esses rumores (desta vez) são motivas pela aparente falta de direção da linha (as palavras não são minhas), pelas colunas "Legend & Lore" do Mike Mearls (fora a própria atitude dele, que sempre faz propaganda das primeiras edições do jogo) e – finalmente – pelo fato de que 2013 será 40º aniversário do D&D. Aos mais entendidos (Márcio?), alguma coisa no horizonte? Fora o Elemental Heroes (esse é o nome?) o que mais tem no horizonte do D&D 4th?
Abraços antediluvianos!
Olá, benvindo ao TPK 
Eu acho que uma quinta edição não virá até a WotC fazer tudo o que prometeu fazer com o D&D online, nomeadamente a virtual table, uma comunidade para jogar, etc. Isso em combinação com os boardgames e os novos livros de ficção ainda dão muito espaço para desenvolver o D&D baseado em 4E.
Além disso, não sei se estrategicamente a WotC tem espaço para voltar atrás lançando uma nova edição que coincida com aquilo que o Pathfinder já é, a menos que comprem a Paizo. Por outro lado, acho que é demasiado cedo para irem no outro sentido e fazerem algo ainda mais dentro do estilo de 4E.
10:53 am
Subtenente
18/01/2011
OfflineA 5ª edição de D&D não sei mas de certo o Essentials é uma espécie de D&D 4.3, eh eh!
6:34 pm
Tenente
01/12/2010
Offlinejrmariano said:
A 5ª edição de D&D não sei mas de certo o Essentials é uma espécie de D&D 4.3, eh eh!
Alguns diriam que é um 3.9
sendo que Pathfinder é um 3.75 
Eu gostei do Essentials, mas não achei que ele é 3.x ou 4.x, mas uma forma diferente de construção de personagens da 4ed, que eu sou realmente fã. Há tantas opções de builds que podemos criar um clã de feitiçeiros em que seriam todos diferentes em alguns aspectos, alias….. vou experimentar isso na mesa de jogo…
Quanto a saida de uma nova edição: Acredito que a Wizards esteja mais empenhada em fazer outros produtos (os cards e os board games) afinal, eles são compatíveis com a 4ed e acabam atingindo jogadores de D&D e jogadores de boardgames. Além disso ainda tem uma série de produtos relacionado a 4ed que esta por vir, Neverwinter por exemplo, então, dificilmente haverá uma grande mudança de sistema. De qualquer forma são achismos…..
Oi, Tzi! Oi, pessoal!
Queria fazer um post giganorme explicando meu ponto de vista, mas como o tempo está curto (fim de mês, edição pra entregar) vou ser curto e grosso (ui!). 
Pra mim, a Wizards está com catapora. Coça pra cacete, mas se vc coçar é pior. 
Em suma, eles estão DOIDOS pra lançar uma 5e, mas não podem, porque alguém (da Hasbro, provavelmente) teve a "sensacional" idéia de lançar os Essentials* há menos de um ano.
* Sem entrar na discussão se os Essentials são um 3.X, 4.X, e=mc2 ou apenas um inocente adendo cujo único objetivo é fazer carinho na cabeça dos players, o FATO é que os Essentials são uma nova leva de core books (livros que apresentam o sistema). E lançar novos core books antes de dois anos é praticamente como puxar o pino de uma granada na comunidade RPG/nerd. 
Nem eu, que sou palpiteiro profissional e pitaqueiro federado pela CBF, me arrisco a especular o que vai rolar com o D&D. Qualquer uma das soluções será dolorosa. Apesar da 4e ser a minha edição favorita, fizeram tanta cagada editorial, que ela não vai durar muito. Ou vamos ver um longo e incômodo arrastar da 4e (enquanto a Wizards presta contas à Hasbro lançando boardgames e videogames) ou alguém mais macho (e louco) dentro da WOTC vai apesar o reset da bomba… 
(E isso porque eu não ia escrever muito, hein?) 
Abraços,
Márcio Fiorito
10:47 am
Tenente
23/08/2010
OfflineMinha opinião mesmo é que a 4e é a melhor edição do D&D EVER, com a pior administração de uma linha EVER.
A Paizo tem nas mãos a 3e, que pra mim é uma edição velha, azeda e rançosa (teve seu tempo áureo, mas estragou). Só que eles dão um tratamento tão bem feito à parada que vc esquece o que está consumindo. 
Tipo, eles são o Superman e o Lex Luthor do RPG. Um é o nêmese do outro, o verdadeiro oposto.
(Só falta saber quem é o alien e quem é o careca, né?). 
11:38 am
Tenente
23/08/2010
OfflineAí fica difícil, a Wizards é maligna, mas se fosse o Lex Luthor seria muito mais inteligente.
Vamos torcer pra Wizards lançar a 5ª edição que vai precisar de boardgames, cards, controle de Xbox e Barbies pra jogar, aí a Paizo dá um ataque furtivo e consegue os direitos de lançar o Pathseeker, uma versão não-essencial da 4E com tiles e plasticcrack.
uma versão não-essencial da 4E com tiles e plasticcrack.
Ah, vc só está dizendo isso pra me agradar! 
Mas sério: acho que a tendência não é essa. ACHO (e é achismo do tipo mais "achista" que tem) que a tendência é separar. Por um lado, teremos boardgames e outros games com a marca D&D. Do outro, teremos o RPG tradicional, com alguns adendos. Ficar colocando mais elementos no D&D, como minis, tiles, cartas, internet, softwares etc vai acabar matando o D&D como a gente conhece, e acho que nem a Wizards quer isso.
1:18 pm
Tenente
23/08/2010
OfflineMarcio Fiorito said:
Mas sério: acho que a tendência não é essa. ACHO (e é achismo do tipo mais "achista" que tem) que a tendência é separar. Por um lado, teremos boardgames e outros games com a marca D&D. Do outro, teremos o RPG tradicional, com alguns adendos. Ficar colocando mais elementos no D&D, como minis, tiles, cartas, internet, softwares etc vai acabar matando o D&D como a gente conhece, e acho que nem a Wizards quer isso.
Que Bahamut te ouça!
Opa,
Eu pessoalmente depois da saída na semana passada do Bill Slavicek que foi o cabeça da 4e, manda chuva de toda a linha de produtos do D&D, alguns sinais no Insider e ausência de lançamentos relevantes, acredito que é possivel sim o anúncio de uma 5e nesta Gen Con para lançar na outra, ou na de 2012 para lançar em 2013.Os caras já começaram a mexer na estrutura das aventuras….
Quero dizer que não vejo isso como negativo uma nova edição e nem abusiva e acho que a WotC sempre tem lançado edições melhores de D&D nestas oportunidades, nunca me arrepeni de ter migrado para uma nova edição.
Sigo no aguardo do meu Neverwinter Campaign Setting……
Claro que se f
9:21 pm
Admin
01/01/2010
OfflineEu acho que está cedo pra caramba, a nova edição tem três ano. A anterior durou oito anos e a segunda edição do AD&D, 11 anos.
O Mike Mearls está fazendo em suas colunas o que toda empresa com história faz, resgatar o passado para legitimar o presente. São colunas muito legais, porque mostra que eles não ignoram nada do que já foi feito na história do jogo, principalmente as coisas boas das outras edições. Além disso, essa reminiscência toda me mostra como o fato da 4e ser muito mais próxima da visão do Dave Arneson que do Gary Gigax não é coincidência, é propostal.
Enfim. O jogo tem só três anos, e recebe uma boa dose de atualizações e revisões todo ano. Uma nova edição não é, absolutamente, necessária. O Jeff Greiner do podcast The Tome fala que já existe uma 5ª. edição, os Essentials, e que é 100% compatível com a 4e. Não sei se concordo com ele, até porque se é 100% compatível, não é uma nova edição. E a Wizards adora fazer novas edições: veja o Magic! Se não fizeram, é porque não precisa.
9:24 pm
Admin
01/01/2010
OfflinePeraí, tem outra coisa: uma nova edição leva anos para ser feita.
Mesmo uma mudança leve como a nova matemática para os monstros do Monster Manual 3 já estava sendo feita há quase um ano e meio antes do livro sair (podem conferir esse testemunho neste episódio do The Tome). A 3e ficou entre três e quatro anos sendo produzida, sem que ninguém soubesse. Logo, se forem lançar uma nova edição, já estão pensando nela desde… bom, desde antes da 4e sair.
Faz sentido?
Bem, fiz um post meio grande, mas ele se perdeu…Damn. vou tentar de novo.
meus 2 pilas nesse assunto.
1 – É visto que a natureza humana cada vez faz as coisas ficarem mais rápidas. Antes, evoluções que demoravam décadas, hoje demoram meses. Da mesma forma, antigamente as pessoas pensavam em entrar em uma empresa, fazer carreira, trabalhar ate os ovos murcharem, e então ter uma grande casa, um carrão, e etc. Hoje, gurizada de 20 e poucos anos querem sair da faculdade e ganhar 5K de inicio, ter seu carro esportivo do ano, flat com tv de 200 polegadas no primeiro ano de trabalho. Baixamos a escala e vemos a mesma coisa com pessoas mais pobres. É a natureza humana. Igualmente, vemos RPGs crescerem e evoluirem cada vez mais rapido. D&D – AD&D – D&D3.X – 4E – cada vez mais rápido. Talvez a 5e esteja por ai. Mas aí entramos em outra parte da natureza humana.
2 – Eu me lembro que vi uma vez na TV um programa que botava pessoas da mesma função pra cantar(não perguntem por que eu estava vendo isso…) tipo, secretárias, motoristas, etc. O melhor ganhava um premio. Aí tinha 2 "atendentes", creio eu,um deles um loiro bem apessoado atendente de um escritorio. O cara matou a pau cantando Queen. aí veio o outro candidato, um atendente de barraquinha de cd pirata, pobre, negro, feio. O cara cantou um troço horrendo, sem ritmo, sem melodia, nada… Adivinha quem ganhou?
O pobre, obvio.
Temos tendência de falar mal dos "grandões" e vangloriar os "pobrezinhos". Muitos falam que foi um "absurdo" a velocidade que inventaram a 4E. APENAS 3 (3?-4? não recordo) depois da 3.5…..Que horror, a wizards quer arrancar dinheiro de nós, pobre jogadores de rpg…maldita wizards! vampira pre-crepusculo, chupando sangue das pessoas!!!
Por outro lado, "UAUUUU, a green ronin lançou a 3a edição do Mutants & masterminds! Que legal, afinal, já fazem quase 3 anos desde a segunda! Muita coisa mudou. Que mássssimo."
Por fim, se eu fosse da wizards, e já tivesse algo 5E pronto, eu criava outra empresa de fachada "pobrezinha" e lançava com outra identidade. Se fizesse sucesso, melhorava e lançava aí como D&D5E depois de vender pra kcte pela outra empresa.
att.
Marcelo Dior said:
Peraí, tem outra coisa: uma nova edição leva anos para ser feita.
É verdade e também podemos especular acerca da necessidade da WotC em alargar o mercado dos RPGs para provar à Hasbro que ainda vale a pena manter o D&D na empresa. Se não o conseguirem fazer com 4E, não me parece que 5E tenha grande futuro na WotC e os sinais de sucesso desta última edição não teem sido aparentes, pelo menos para já:
1. A Paizo indica que há distribuidores onde consegue ter mais encomendas do que a WotC, o que não supreende muito depois da WotC ter deixado muitas lojas cheias de material para d20 que deixou de suportar.
2. A nova Red Box parece ter sido feita para quem nunca jogou RPGs poder começar com D&D, mas o segundo passo a partir daí tornou-se confuso para muita gente que pergunta o que é que deverá comprar a seguir.
3. A lentidão com que o D&D Insider tem sido desenvolvido chegou ao ponto em que outras pessoas já lançaram ou estão prestes a lançar ferramentas semelhantes (ex: Masterplan, Epic Virtual Table, Power2ool).
Supostamente, avançar já para uma nova edição completamente diferente só pioraria estes problemas. Espero que a WotC consolide aquilo que tem e que, de facto, consiga criar cada vez mais novos roleplayers. No entanto, não me parece que o esteja a fazer sem contar com a ajuda dos veteranos e, por isso, deveria estar a tratar-los melhor, nomeadamente com um D&DI que corresponda aquilo que foi prometido quando foi anunciado.
11:32 am
Cadete
16/06/2011
OfflinePrimeiro, não acho que Pathfinder e D&D 4th sejam esses opostos… acho que tem muita nerdrage e sectarismo de Internet (natural) no meio. Eu jogo bem mais Pathfinder do que D&D 4th, mas acho ambos bons jogos, cada um com suas virtudes e bons para coisas específicas (e vou mais longe, falo o mesmo de todas as edições). Acho que ver a edição 3.5/3.75/Pathfinder nos termos do Márcio é antes gosto do que análise de mérito – se o jogo fosse metade desse pesadelo mecânico ele era hoje um nicho, não uma fatia de mercado.
Agora, em dois fatos acho que o Márcio foi objetivo e concordo 100% com ele: a Paizo é um bando de malandros (no bom sentido) que sabem seduzir e dar atenção aos seus consumidores e – mais importante – sabem empolgar e sabem vender, mesmo quando vendem algo que é um produto de 10 anos de mercado apenas retocado e, em certos aspectos, melhorados (meu lado 'wishful thinking' fica pensando na belezinha que seria a Paizo lançar um retro-clone).
O segundo fato onde penso que o Márcio acertou em cheio é a Wizards: nunca vi um planejamento tão auto-destrutivo ao administrar um produto. Quaisquer méritos (para alguém de fora) que o 4th tenha são apagados por uma agenda obscura, não confiável, por uma assistência online deprimente (e cara) e, pior, por falta de um objetivo para a linha como um todo, com visões internas conflitantes (os Essentials são uma prova).
Dito tudo isso, minhas suspeitas de que "algo" (chamem de edição nova, outra revisão… sei lá) vem aí foi a última coluna Legends & Lore do Mike Mearls. Aquilo ali é mais do resgatar o legado do D&D, aquilo ali é design discutido na cara. Eles realmente estão cozinhando algo. E dada a falta de rumo da Wizards eu não me espantaria com mais uma edição (e outro tiro no pé). Contudo, admito que, a idéia de que a tendência do D&D seria ter brands como RPG e como boardgame faz sentido… principalmente se a Wizards seguir o rumo da Fantasy Flight.
Anyway, não sou "insider" e todas as balelas acima são apenas especulação (o que, como dizem os gringos, é extremamente divertido de fazer) 
"Acho que ver a edição 3.5/3.75/Pathfinder nos termos do Márcio é antes gosto do que análise de mérito"
Sim, com certeza. É importante diferenciar a experiência individual com o que acontece no mercado (mesmo quando especulamos). No MEU jogo, no MEU caso, a 3.5 se tornou intragável. Mesmo. Tipo "vamos jogar Shadowrun". Se depender de gosto, minha edição é a 4e, sem Essentials, e com mais fluff (parece pedido de restaurante!
).
Mas isso não tem a menor relevância na discussão.
Mas em termos de mercado, a 3.5 (ou o Pathfinder – haja visto que não imagino alguém que não suporte a 3.5, mas adore o PF) tem uma parcela significativa, e o motivo me parece meio óbvio. A cada nova edição, uma grande parcela de jogadores resiste e permanece na edição anterior. Mas como o suporte para a edição anterior cessava completamente, parte desses "resistentes" acabava migrando contra a vontade para a edição posterior, em busca de novidades. A Paizo inteligentemente (e no sentido de inteligência mesmo, não de "malandragem") não deixou isso acontecer: quem joga 3.5 pode continuar jogando 3.5. E com excelentes produtos, diga-se de passagem.
Mais do que reciclar produtos da Wizards, acho que a Paizo tem uma noção correta de que o Pathfinder tem que evoluir como um jogo próprio, ao invés de ficar requentando a 3.5 para os resistentes. Eles estão lentamente direcionando o jogo para uma identidade específica.
Por outro lado, é bom lembrar que parte do sucesso da Paizo vem da administração de marca incompetente da Wizards. A marca D&D é muito forte e, no caso de uma edição de sucesso, a Paizo vai ter que rebolar pra manter o share do Pathfinder. Como disse o Tzi, nerdrages e sectarismos à parte.
Sobre uma 5e a caminho, continuo achando cedo, mercadologicamente falando. Mas não me espantaria se anunciassem um lançamento desses. Se lógica fizesse sentido pra Wizards, eles ao menos teriam cumprido as promessas digitais, como disse o Jogador Sonhador… 
Ah! Um pensamento relevante para a discussão:
O que teria numa possível 5e que faria dela um sucesso onde a 4e não foi?
Um design mais aberto, tipo a 2e? Mais tipo a 3.X (pra que, se já existe o Pathfinder)? Menos necessidade de trinkets (miniaturas, tiles etc)? Mais agilidade no combate? Mais simplicidade para iniciantes? Mais customização para veteranos? Agradar a gregos e troianos?
Afinal de contas, o que o D&D está PRECISANDO para justificar uma 5e?
Apenas como minha opinião, acho que isso é a armadilha de se publicar D&D. Uma outra editora poderia lançar "um jogo de RPG de fantasia perfeito para quem quer começar" ou ainda "um jogo de fantasia no mesmo estilo daqueles que vc, veterano, gostava quando tinha 14 anos". A Wizards não pode se dar esse luxo: ela tem que lançar o D&D, "o ultimate jogo de fantasia que é referência para todos os outros".
Se fosse fácil, até eu fazia! 
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