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2:20 am
Subtenente
01/12/2010
OfflineOla pessoal. Acho que já abri um tópico assim antes mas a verdade é que essas questões voltaram. Parece que sempre que estou mestrando ou jogando me falta algo, me sinto desconfortável com o sistema. Eu não sou tão experiente como a maior parte dos mestres aqui nesse fórum. Verdade é que quando muitos de vocês começaram eu não era nem nascido. E mesmo depois eu tive muitos problemas com falta de grupo e fiquei por longos períodos sem mestrar ou jogar. Eu não me sentiria confortável criando um sistema do 0 ou fazendo modificações extensivas em um sistema já estabelecido.
Eu comecei no RPG já mestrando um amalgama monstruoso de AD&D, D&D e Diablo que não tinha regras definidas por que eu não tinha livros. Depois passei para Vampiro e tive algumas curtas experiências com GURPS, Daemon e outros sistemas conhecidos da época. Joguei muito pouco de AD&D antes da terceira edição, não mais de 10 sessões. A Terceira Edição talvez seja o sistema que joguei mais tempo, já que nessa época meu grupo se definiu melhor e pudemos jogar mais, além disso eu já estava me tornando capaz de encarar de forma mais madura o RPG,. No meu grupo ninguém tomou a iniciativa (monetária) de converter para a 3.5, eu inclusive já nutria na época certo desejo de mudar para outros sistemas (Ainda mais quando eu conheci o The Forge e fui tomado pelo hype dos rpgs alternativos. Sabe como é adolescente né?) e não quis gastar dinheiro com livros de D&D. Durante muito dessa época eu raramente tinha a oportunidade de mestrar, já que o grupo tinha vários mestres mais experientes do que eu.
Eventualmente alguns membros do grupo foram se separando e outros chegando, um processo natural para todo o grupo e eu me vi podendo mestrar mais. Veio a quarta edição e meu grupo abominou muitas das mudanças, por que não condiziam com a visão que tinham do jogo. Eu tive uma campanha de Pathfinder (Ninguem no grupo tinha jogado mas felizmente gostaram) que durou várias sessões e mestrava M&M revezando com um amigo meu. Eu nunca fui ultra-fã de D&D e por isso acabei abandonando a campanha de Pathfinder para tentar converter meu grupo para Savage Worlds, do qual era muito fã na época. Jogamos uma sessão mas não deu muito certo.
Agora meu grupo está com cada vez mais problemas para se encontrar e eu decidi meio que começar de novo. Vou fazer um grupo "novo" (Chamar novos jogadores sem me importar com a disponibilidade dos atuais, se por a caso encaixar com a de algum deles melhor ainda) para tentar poder jogar/mestrar com mais frequência. Não é fácil na minha cidade, mas vou tentar com novatos e se não funcionar posso até mestrar pela internet. Questão é. Eu não sei O QUE mestrar, não sei o que posso usar que não tem algum problema inerente que "quebra" o jogo para mim.
Baseado na minha experiência vou postar aqui uma lista de sistemas que já testei e por que "não eles":
D&D 3.x/Pathfinder – Eu não gosto de ter que me referir ao livro o tempo todo. Mesmo no grupo em que jogava, que tem jogadores muito mais experientes do que eu na 3.x eu notava que o grupo tinha que parar o tempo todo para ver uma regra ou outra e que se isso não fosse feito (Aquela coisa de: "Depois agente olha, mas dessa vez vai ser assim") geralmente alguem acaba sendo injustiçado). Todos nós também sabemos que o sistema começa a ficar mais pesado conforme os níveis sobem e a coisa vai ficando mais confusa. Para piorar eu tinha uma jogadora veterana de Storyteller na mesa mas que nunca tinha jogado D&D na vida e eu chegava a sentir pena do quanto ela estava perdida ali com aqueles jogadores experientes, a impressão que me dava é que por mais que ela tentasse ela raramente se divertia por que em boa parte do tempo não entendia o que estava acotnecendo por causa da complexidades das regras
D&D 4e – Eu não compartilho da filosofia do Marcelo Dior, que joga D&D exatamente procurando só ação e combate e que prefere jogar um jogo indie ou outra coisa para interpretar. Para mim os melhores filmes de ação são os que conseguem conciliar as cenas de ação com um bom enredo, intriga e personagens profundos. Tendo isso dito eu também não acho que 4e "é um wargame" como alguns dizem. Existe sim espaço para a interpretação no jogo. Minha principal causa de irritação com a 4e é com como tudo parece "encaixotado", fechado hermeticamente em uma formula restrita para garantir o equilíbrio do jogo. Isso pode ser maravilhoso para alguns mas eu sou em geral uma pessoa que não trabalha de forma tão metódica e linear, eu não sou tão perfeccionista com o equilíbrio também (afinal, na prática ele nunca vai existir) então a 4e não me faz sentir confortável. Eu também não sou muito fã do tmepo que os combates leva. Eu entendo que a demora é por que coisas estão constantemente acontecendo na mesa, não por muitas rolagens de dados e inúmeras consultas aos livros (como a 3.x) mas mesmo assim não é o que eu busco no meu combate. Não tenho anda contra um combate tático, na verdade até prefiro assim, mas não gosto de que um combate demore tanto.
AD&D/Old Dragon e outros sistema Old-School - Foi ouvindo a entrevista do Tio Nitro com o Mr. Pop que eu me tive a ideia de fazer esse tópico (Principalmente a explicação do Mr. Pop sobre por que ele não gostava da 3.x) e conforme escrevo continuo ouvindo. Eu não li o Old Dragon por que ainda não comprei, mas assim que eu tiver dinheiro para tal (vida de universitário é
) eu pretendo comprar para ver a fundo. Mas a primeira questão com todos esses RPG é que eu não tenho o fator nostalgia com D&D e AD&D por que são de uma época anterior a minha. Eu gosto da mecânica mais simples e entendo que nem todos mantem os erros do passado (Argh… limite de nível por combinação de classe e raça) mas ao mesmo tempo sinto falta da customização e flexibilidade dos sistemas mais novos. Em geral eu não sou um mestre Old School e não me identifico muito com o que entendo por old school (falo isso com base no que leio pela net).
Savage Worlds - Eu estive apaixonado por ele durante muito tempo mas hoje em dia já vejo ele como tão simples que chega a ser vazio em alguns pontos. É um ótimo sistema mas as vezes as coisas ficam muito iguais ou até se perde alguma coisa com tanta simplificação (Por exemplo, boss fights são muito difíceis de fazer)
True20 – Um bom sistema que tropeça em varios pequenos erros, além disso foi abandonado pela editora.
Cortex - Um bom sistema mas que não investiu tanto em coisas Sandbox quanto eu gostaria. Acho chato ter que me referir a regras de Firefly e Battlestar Galactica para criar um cenário próprio de Sci-fi ou ter que criar todo um sistema de magias do 0 por que não tem regras bem definidas no livro.
M&M – O gênero supers é um dos poucos em que eu não me sinto mal com minha esoclha de sistema. É M&M e pronto. Mas diferente dem uita gente eu não acho que ele funciona bem para outros generos. Eu não consigo me ver mestrando por exemplo uma aventura baseada em Warhammer 40k usando M&M.
GURPS, Hero System, Fusion e outros não citados – Não conheço o bastante para opinar.
Oi, Tabris!
Tabris said:
M&M – O gênero supers é um dos poucos em que eu não me sinto mal com minha esoclha de sistema. É M&M e pronto. Mas diferente de muita gente eu não acho que ele funciona bem para outros generos. Eu não consigo me ver mestrando por exemplo uma aventura baseada em Warhammer 40k usando M&M.
Mas estás à procura de um sistema que te permita jogar tudo o que quiseres ou só um RPG que gostes de mestrar?
Meu camarada,
Dificilmente vc vai encontrar um sistema que seja "redondinho" em todos os aspectos. E sinceramente, acho q vc ñ precisa ficar mto preocupado em consultas à livros e coisas do tipo, pois elas vão acontecer, seja qual for o sistema. O que vc precisa focar é em criar uma campanha interessante, pois assim, aposto que os jogadores ñ vão se importar se estão jogando esse ou aquele sistema, o que vale mesmo é uma boa história!
11:36 am
Admin
01/01/2010
OfflineBom, é detestável ouvir isso mas é inevitável dizer: seu problema pode não ter origem no RPG ou no seu grupo, mas na fase da sua vida. Todo mundo aqui que já foi adolescente pode simpatizar com você. Isso passa. Demora (pacas), mas passa.
Isto posto, minha pergunta é: você quer um sistema baseado em narrativa, aberto, o GM tem a palavra final; ou um sistema com mecânica sólida que só precisa do GM para arbitrar interpretações de regra e se preocupar com a história?
Interessante você dizer que o Savage Worlds é um sistema "vazio". Estou pra comprar o sistema faz algum tempo, mas estou incerto quanto ao que me espera. Dei uma olhada nas regras e me parece que ele não tem nada de inovador ou que me chamasse a atenção.
6:14 pm
Subtenente
01/12/2010
OfflineRafael Bezerra said:
Você não tem o Pendragon? Dá uma chance pra ele. Mas não use como sistema genérico, jogue o jogo como ele é.
Se o gênero agradar, você vai perceber um sistema bem simples mas muito completo dentro de sua proposta.
Eu nem tinha lembrado do Pendragon, é algo q eu posso tentar com certeza.
Danielmalkav said:
Meu camarada,
Dificilmente vc vai encontrar um sistema que seja "redondinho" em todos os aspectos. E sinceramente, acho q vc ñ precisa ficar mto preocupado em consultas à livros e coisas do tipo, pois elas vão acontecer, seja qual for o sistema. O que vc precisa focar é em criar uma campanha interessante, pois assim, aposto que os jogadores ñ vão se importar se estão jogando esse ou aquele sistema, o que vale mesmo é uma boa história!
Estou começando a concordar com vc. Talvez deva dar uma nova chance para o Pathfinder e o Savage Worlds. Acho que foram os dois sistemas com os quais eu tive mais sucesso.
Marcelo Dior said:
Bom, é detestável ouvir isso mas é inevitável dizer: seu problema pode não ter origem no RPG ou no seu grupo, mas na fase da sua vida. Todo mundo aqui que já foi adolescente pode simpatizar com você. Isso passa. Demora (pacas), mas passa.
Isto posto, minha pergunta é: você quer um sistema baseado em narrativa, aberto, o GM tem a palavra final; ou um sistema com mecânica sólida que só precisa do GM para arbitrar interpretações de regra e se preocupar com a história?
Bom, na verdade não sou mais adolescente. Mas realmente não to em uma boa fase da minha vida. Em foruns gringos (eu fiz esse mesmo tópico no enworld, no rpg.net e no forum do Fear The Boot) muita gente também levantou que o problema talvez não esteja no sistema mas no grupo. Nós estariamos procurando coisas diferentes no jogo e por isso a experiência não era tão boa para mim.
A sua pergunta é bem difícil, mas depois de pensar bastante eu acho que gosto que o sistema seja uma base sobre a qual eu trabalho. Mecânica forte mas que da espaço para que eu crie. O Savage Worlds e o Pathfinder por exemplo tem mecânicas que me ajudam nesse sentido. O Savage Worlds tem os meios de permitir que minha criatividade aflore sem desequilibrar o sistema e o Pathfinder simplesmente tem tantas opções considerando os livros da Paizo, o material de outras editoras e a possibilidade de converter material da 3.5 que eu posso fácilmente construir de tudo misturando os elementos de tantas fontes.
Resumindo… Vou formar esse grupo novo, mestrar Pathfinder e/ou Savage Worlds e ver no que vai dar.
Dbhor said:
Interessante você dizer que o Savage Worlds é um sistema "vazio". Estou pra comprar o sistema faz algum tempo, mas estou incerto quanto ao que me espera. Dei uma olhada nas regras e me parece que ele não tem nada de inovador ou que me chamasse a atenção.
Cara, é um sistema maravilhoso, vc só vai ver o tipo de problema que eu vi se vc jogar muuuuito. vale a pena comprar, mas note que tá para sair uma edição nova então eu acho que o melhor é esperar e pegar essa. Acredite, vale a pena.
Cara, não sei se você é chegado ao gênero Samurai, mas eu recomendo bastante o L5R. A 4e, que saiu tem pouco tempo, é muito bom, bem equilibrado (se você não se importar de NÃO jogar com ronins), com um sistema muito interessante. Ele pode ser entendido logo na primeira vez que jogar e é bastante intuitivo, não sendo necessário muitas olhadas no livro DURANTE o jogo.
Além disso, é um jogo que tem espaço pra muita ação social, não só por ter um grande suporte mecânico para isso, com várias escolas, perícias e outros poderes, mas também pelo cenário que exige certos protocolos e tal.
É claro, se o cenário oriental não for do seu agrado, não tem muita dificuldade em adaptá-lo para outro cenário, se você estiver disposto à isso. Vai ser mais fácil fazer isso se o cenário for bem influenciado pelos quatro elementos básicos e um elemento mais místico que possa valer como o Vácuo. Fora isso, a perícia Kenjutsu vira a perícia Espadas, Kyujutsu vira Arqueria e por aí vai.
12:46 pm
Admin
01/01/2010
OfflineSaindo um pouco — ou bastante — pela tangente, só agora me dei conta de algo que o Tabris falou, que no sistema d20/D&D 3ª. edição "o grupo tinha que parar o tempo todo para ver uma regra ou outra". Isso me trouxe uma lembrança curiosa. Eu me orgulhava de saber o número da página de praticamente todas as tabelas ou parágrafos importantes para o jogo; recitava-as toda vez que surgia uma dúvida, "não, você só pode carregar X. Pode conferir, a tabela está na coluna da esquerda da página Y." Eu me orgulhava, porque isso de algum modo me fazia um bom DM.
Agora, na 4e, a situação se inverteu! Eu não dou a menor mínima do mundo para onde alguma coisa está no livro. A "carga" de saber onde está uma regra e como usá-la está sobre os jogadores. O "bom DM", hoje, é o cara que monta dungeons criativas, conta boas histórias e cria vilões autênticos. Meio como no tempo da caixa D&D que a Grow lançou.
Acho que é a primeira vez que entendo o que os editores da WotC tanto martelam na nossa cabeça, que a 4e deixa o DM trabalhar.
6:51 pm
Subtenente
01/12/2010
OfflineEssa é uma enorme vantagem da 4e, essa facilidade com as regras. Ainda mais com os jogadores novatos. Eu provavelmente vou mestrar Pathfinder mas na verdade já to pensando em usar trocentos facilitadores. Cartas com as magias para o mago. Cartas com as condições para não esquecer. Papeis com tabelas e outras coisas já impressas e etc.
8:03 pm
Suboficial
30/12/2010
OfflineEu jogo Pathfinder e eu mesmo não ligo muito para decorar regras, geralmente eu deixo para um advogado de regras procurar o funcionamento e aplico. Acho que chega um ponto da nossa vida que a gente cansa de discutir com jogador, se vc fez um combo tripositronico e matou o tarrasque com um golpe só parabens para voce mas a princesa está em outro castelo.
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