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Primeiro de Abril: Furry Wars

Posted on Apr 1, 2009 in Vozes da Terceira Terra

Ilustração: Paulo Antunes


Primeiro de Abril é conhecido como o Dia da Mentira, mas basicamente é um dia de brincadeiras. A maioria delas acaba sendo mentiras, mas qualquer brincadeira está valendo. A nossa é a primeira sessão de Furry Wars, nosso jogo de Star Wars Roleplaying Game Saga Edition que jogamos logo depois do Marcelo ter ganhado o livro de aniversário.

Nesta gravação não há cortes, censura ou qualquer edição, é basicamente a sessão de jogo como a jogamos. Ela se encerrará abruptamente a 72:39, mas valeu a brincadeira. Ainda, como foi o primeiro jogo de Star Wars Saga, nosso conhecimento das regras era limitado e ainda não havíamos corrigido o livro básico com as erratas. Portanto, não se atentem aos nossos erros, é Primeiro de Abril!

Trilha sonora cortesia de Marcos Kleine.
• Webiste: www.marcoskleine.com.br
• Blog: kleine.zip.net

12 Comments

  1. Ao que parece eu sou o único on às 16:00 hrs. Tó baixando o eps agora e depois comento.

  2. Eu baixei e começei a ouvir, mas não vai dar tempo de ouvir tudo antes da faculdade, depois comento.

    Eu baixei antes, só axei que ia dar tempo de comentar antes…

  3. Agora que tava ficando intrigante!!
    E termina como!?!?

    Me senti com 12 anos de novo, ouvindo o cd do First Quest hehehehe
    abraços!

  4. concordo, também quero saber o que acontece na sequencia!

  5. Po, quero participar desse ep de SW Saga. Hahaha! E tem o nosso mestre também, o Rafael, que saca pacas já do sistema. Além de várias histórias de campanha pra contar. T+

  6. Mais que quer saber o aconteceu depois!

    Adorei! Também se senti uma criança de novo, ouvindo uma ótima história! E teria ficado revoltado se não fosse avisado antes que não ia saber o final ouvindo o podcast(ou seja reafirmo o pedido para saber o final!).

    Adorei ouvir o jogo de vocês. Um jogo, normal, e muito bom!(nos foruns tem o coméntario completo sobre essa parte).

  7. é, também fiquei curioso pra saber o q aconteceu

  8. O RPG, mesmo dotado de regras e mais regras para dirimir eventuais disputas internas e solucionar dúvidas de ação/interpretação, contiua sendo um jogo altamente subjetivo. A famosa regra de ouro está aí para não me deixar mentir. Sendo assim tão subjetivo é de se esperar que os iniciantes tomem por verdade certas ações dos Mestres/Narradores e acabem por absorver tais conceitos e comportamentos. Isso oferece certas vantagens e algumas desvantagens.
    Quando temos as figuras dos Mestres/Narradores apelões, por exemplo, caímos no risco de construir jogadores sanguinários ou extremamente centrados na disputa jogador-Mestre ou na busca incessante de itens, armas, status, XP. Tudo isso como um meio ilusório de se defender melhor das investidas do DM apelão.
    O ideal seria ter contato com uma grande variedade de estilos narrativos para poder gerar duvidas a respeito do jogo em si e dos sistemas que se tivesse contato. Visto que é impossível adquirir duvidas sem um mínimo conhecimento sobre a questão ou se você “nasceu” naquele meio. Estando assim, totalmente acostumado ao mesmo.
    Na cidade onde moro o RPG começou tarde, em 1998. Um grupo jogava AD&D faziam alguns meses quando vi uma reportagem de tv sobre este assunto. Eu não possuía contato com eles e associava RPG a famosa caixa do D&D da Grow. Procurei encontrar o jogo em Maranguape mesmo (como era inocente), mas não achei. Fui à cidade (Fortaleza) e cascaviei (procurei) numa loja “especializada”. Perguntei ao Zé Doidim de lá se vendiam RPG e ele confirmou apontando alguns livros plastificados (Forgotten Realms 2ª ed. da Abril). Levei os três pacotes para casa. Abri-os com certo êxtase (havia gasto parte de meu rico dinheirinho). O mais incrível foi que me deparei com… Livros! Isto mesmo, livros. Eram mapas, “réguas” de acetato, mais mapas e… livros! – Cadê o jogo? – Não… Vou ler que estes livros devem explicar.
    Percebi que existiam livros de Mestre, Jogador e Monstros. Ah! Eu comprei livros de histórias de regiões de um continente de um planeta “fantasioso”. O jogo realmente está nestes “livros básicos”. Indiretamente entrei em contato com o grupo que já jogava RPG em Maranguape e consegui os livros básicos com eles. (Gigantes). Comecei a ler e entender as regras… Combate, dano, teste de resistências, magias, classes… Havia devorado os livros em pouco tempo, mas não sabia onde estava o jogo… Não existiam exemplos úteis de como jogar, só algumas referências no Livro do Mestre, mas pouco demais. Foi quando parti para jogar a aventura sugerida no pacote da Abril.
    Meu primeiro grupo era imenso, oito jogadores. O início da aventura foi tranqüilo, mas bem pouco tempo depois eu estava envolvendo os personagens numa iluta inglória e TODOS morrem!
    Foi uma decepção geral… O grupo foi aniquilado!
    Reiniciamos a aventura e comecei a verificar a necessidade de adaptá-la um pouco minimizando os riscos de um descontrole como o ocorrido inicialmente. Em pouco tempo estávamos jogando a mesma aventura pronta, mas com outros acontecimentos, detalhes e encontros. Assim, segui jogando por três anos. Criando um conceito de jogo independente em Maranguape, embora extremamente restrito (tinha um grupo fixo com quatro jogadores). Mas a prole foi crescendo e desenvolvendo conceitos próprios do RPG (como alguns diziam: o sangue estava ficando fraco). Chegamos à marca de 60 jogadores, mas extremamente fragmentados, desorganizados e individualistas.
    Vieram inúmeras adaptações: Final Fantasy, ResidentE vil, Mario Bros, Zelda, Power Rangers… O RPG passou a ser um jogo de embates de egos. Eu continuava em meu cantinho jogando AD&D com meu grupo, numa saga enorme que acumulava mais de 300h de jogo. Veio o Storyteller com seus X-men da noite… Os “halflings” passavam horas jogando no coreto da praça. Estávamos todos envelhecendo… O RPG estava extremamente deturpado, no sentido que usavam para disputas pessoais como um medidor de inteligência e vitrine para as vaidades. Depois das sessões começou a aparecer o vinho, depois a cachaça mesmo e muito foram se degradando. A turma do coreto como era conhecida estava ficando visada pelas velhinhas que iam a igreja aos domingos. – Todos uns drogados! – Diziam algumas. – São uns baitolas! – Diziam outros. A minha prole estava ficando marginalizada. E simultâneo a isto eu estava com uma mulher grávida em casa, desempregado! Não tinha muita ação para pensar em tentar talvez iniciar um programa para “salvar” o jogo na cidade. Passaram-se seis anos. Tempo que fiquei ausente do jogo. Estava me tornando meio que uma lenda. E por ser mais velho que todos que jogam RPG na cidade (e olha que só tenho 30) era considerado uma espécie de antediluviano.
    Mas por que estou contando tudo isso?
    Porque nos aperfeiçoamos quando temos contato com outras experiências, outras pessoas que fazem o que pretendemos fazer bem. Precisamos de referências para moldarmos nossas ações. Seria como ficar surdo de repente. No início conseguiríamos falar normalmente, mas com o tempo, sem ouvir nossa própria voz haveria mudanças no timbre e na articulação das palavras.
    Quando ouvi o podcast do Rolando20 percebi que o RPG era algo muito maior do que meu grupo (mesmo tendo nos divertido bastante). Vi que existiam pessoas com dedicação, que tinham horas e horas de trabalho na divulgação de sistemas, fichas, planilhas, estilos e idéias.
    A migração para o Vozes da terceira terra ocorreu de forma gradual, mas concisa. E, finalmente, tivemos um podcast onde foi possível ouvir uma sessão de RPG acontecendo. Este era meu sonho dourado no início de tudo. Saber como a mecânica funcionava, saber como os jogadores se relacionavam com o Mestre/Narrador. Existe uma suposição de que os podcasts do Vozes estão direcionados para uma galera mais experiente no RPG, mas puxa… Como foi bom poder ouvir uma sessão de jogo. Tem muito novato ouvindo vozes também.
    Este tipo de material forma opinião, forma Mestres e jogadores. Tem muita gente com idéias muito deturpadas de sistemas e cenários e queria sinceramente que eles pudessem ouvir uma sessão onde existisse roleplay… Rolar dados é tão fácil.
    Na última sessão de jogo que tive com meu grupo (seis jogadores), domingo passado, ficamos por três horas interagindo e não rolamos dados uma única vez. Tenho três jogadores que ficam admirados com isso. Achavam inacreditável que isto fosse possível porque quase precisavam usar um rolador de dados ACME para não ficarem com as mãos cansadas, de tantos dados que rolavam. – Ah! Mas e os ataques e os danos? – Ora, eles não atacaram ninguém, nem foram atacados… Estão jogando D&D e ficaram três horas planejando a invasão de um castelo… Nem por isso se sentiram diminuídos ou entediados.
    Espero poder ouvir outros episódios como este, onde teríamos a sensação de estar na mesa… De pensar que ação teríamos também.
    A subjetividade do RPG é simplesmente maravilhosa. Mas tem muito Mestre querendo compensar suas frustrações as custas de humilhar os jogadores.
    Existe algo além…

  9. Primeiro desculpem, pq quando li o que seria o arquivo pensei “que merda”, mas agora que ouvi fiquei com gostinho de quero mais, e ai como terminou a saga dos Peludos Espaciais?

    Um ponto que eu gostaria de comentar é que o Marcelo (meu chará) falava aos jogadores as dificuldades a serem alcançadas, tipo dificuldade 16, sou contra isso, acho que quanto mais diminuirmos a sitação de numeros mais imersão proporcionamos aos jogadores, quando mestro rolo atrás do escudo (mesmo que praticamente NUNCA roube) acho uma boa técnica de abstrair os fatores numericos. Além disso, ao ocultar as dificuldades os jogadores nõ saberão de outros fatores como uma penalidade a mais, etc…

    Por ultimo me mudei para uma cidade do interior recentemente, e esta narrativa me deu uma vontade gigantesca de mestrar… O crise de Abstinencia… No mais parabéns! e obrigado por mais uma hora e pouca de RPG de qualidade.

  10. Praticamente obrigatória seria, então, uma análise e, consequentemente, um episódio exclusivo sobre o sistema Star Wars Saga, não? Ou mesmo um episódio sobre a influência de Star Wars no Rpg ou, ainda, como é jogar um rpg de Star Wars… O que deve ser mantido de coerente com o Universo Star Wars? Ou o que deve ser abandonado… As músicas, os novels, os personagens, as frases clássicas (desde “I have a bad fellings about this” – a mais repetida em todo o universo – até o chavão “May the Force be with you” ou, como disse o Mace Windu e que até prefiro: “May the Force be with us all”) e, principalmente, se o sistema permite mesmo uma imersão no Universo SW, sendo fiel aos poderes da Força (e seu uso, claro), ao brandir dos Sabres-de-Luz, cortando e refletindo blasters, aos combates espaciais e batalhas de exércitos, etc.

    No mais, ótimo exemplo de jogo. Só eu sei como gostaria de ter um PC nesse Universo….:(

  11. Não deixem de postar mais vezes seus play test. foi muito legal

  12. foi demais essa mesa, ainda mais que baseado no sistema saga… 😛

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